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Urucum

Nome científico : Bixa orellana L.

Seu nome popular tem origem na palavra tupi "uru-ku", que significa "vermelho". Nome em francês : Noyer d'Amérique

Arvore de até 10 metros de altura, com grandes folhas de cor verde-claro.
Dá flores rosadas, com muitos estames.
Os frutos espinhudos de até 3 cms, são cápsulas armadas por espinhosinhos maleáveis, que tornam-se vermelhas, roxas, quando maduras. Então, abrem-se revelando pequenas sementes dispostas em série. É dessas sementinhas que sai a tinta – é preciso amassá-las com a ponta da unha e espalhar.
Frutos em janeiro/fevereiro e junho/agosto.

                  
© Hervé Thery                                                                                          © Hervé Thery

O chá das sementes tem ação digestiva e expectorante, com ação laxante. A infusão das folhas também atua contra bronquite, faringite e inflamação dos olhos.O pó é digestivo, laxante, expectorante, febrífugo, cardiotônico, hipotensor e antibiótico, agindo como antiinflamatório para contusões e feridas. As sementes são expectorantes, utilizadas em moléstias do peito. O urucum também é utilizado para afecções do coração. A tintura do urucum é usada como antídoto do ácido prússico (veneno da mandioca).


Preparação do urucum para pintura do corpo dos índios Sateré Mawé


O urucum é utilizado tradicionalmente pelos índios brasileiros como fonte de matéria prima para tinturas vermelhas, usadas para os mais diversos fins, entre eles, protetor da pele contra o sol, contra picadas de insetos e para fins estéticos; há também o simbolismo de agradecimento aos deuses pelas colheitas, pesca ou saúde do povo. A tintura corporal vermelha acompanhava os índios nos momentos de guerra ou de forte vibração, por ocasião das comemorações coletivas.

              


No Brasil, a tintura de urucum em pó é conhecida como colorau, e usada na culinária para realçar a cor dos alimentos. Esta espécie vegetal ainda é cultivada por suas belas flores e frutos atrativos.