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Baniwa


Transportando palha de caranã, Sitio Tamanduá, Alto Içana.
Foto: Beto Ricardo, 1997.


Os Baniwa vivem na fronteira do Brasil com a Colômbia e Venezuela, em aldeias localizadas às margens do Rio Içana e seus afluentes Cuiari, Aiairi e Cubate, além de comunidades no Alto Rio Negro/Guainía e nos centros urbanos de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel e Barcelos (AM). Já os Kuripako, que falam um dialeto da língua baniwa, vivem na Colômbia e no Alto Içana (Brasil). Ambas etnias aparentadas são exímias na confecção de cestaria de arumã, cuja arte milenar lhes foi ensinada pelos heróis criadores e que hoje vem sendo comercializada com o mercado brasileiro. Recentemente, têm ainda se destacado pela participação ativa no movimento indígena da região. Esta corresponde a um complexo cultural de 22 etnias indígenas diferentes, mas articuladas em uma rede de trocas e em grande medida identificadas no que diz respeito à organização social, cultura material e visão de mundo.

Há mais de 2000 anos, os índios Baniwa, habitantes do Rio Negro, trançam com fibra de arumã uma sofisticada cestaria, famosa por seus grafismos peculiares.

A cestaria de arumã é uma forma de arte milenar, ensinada aos homens baniwa pelos seus heróis criadores e cujos grafismos foram inscritos pelos antepassados nas pedras, em forma de petroglifos, para que nunca fossem esquecidos. Para os Baniwa, fazer arte de arumã é condição da pessoa plenamente cultural.

Jarro kaxadádali (que significa barrigudo, termo utilizado para mulheres grávidas e animais)



 

Para saber mais:
- No site do Instituto Socioambiental