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Pau-Brasil


Pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam) - Ibama
O Pau-brasil teve uma participação na história do país, não só política como econômica, desde a colonização até os primórdios da República. A espécie passou a ser considerada Árvore Símbolo Nacional a partir de 7/12/1978, com a Lei 6.607, com base em BUENO (2003). Devido à intensa comercialização da madeira para a extração de corante vermelho (brasilina), a região produtora da Ilha de Vera Cruz ficou conhecida como Costa do Pau-brasil e no ano de 1535, passou a se chamar oficialmente de Brasil. Essa atividade manteve-se economicamente rentável por aproximadamente 350 anos (1850-1870), quando foi progressivamente substituída por corantes sintéticos”.
O pau-brasil ocupou o centro da história brasileira durante todo o primeiro século da colonização. Essa árvore, abundante na época da chegada dos portugueses e hoje quase extinta, só é encontrada em jardins botânicos e em parques nacionais, plantada vez por outra em cerimônias patrióticas. A disputa pela derrubada desta árvore fez da Mata Atlântica palco de refregas entre portugueses e franceses. Caesalpinia echinata para os botânicos, nome dado por Lamarck, em 1789, em homenagem ao botânico e médico grego do papa Clemente VIII, André Cesalpino, e Ibirapitanga para os índios, que significa árvore ou madeira vermelha, a exploração do pau-brasil marca o início da destruição da Mata Atlântica.

As viagens ao Rio de Janeiro (Carnaval) e a Minas Gerais (Semana Santa) feitas em 1924, tendo à frente Dona Olívia Penteado - A senhora das Artes -, tinham como objetivo mostrar o Brasil ao poeta suíço-francês Blaise Cendrars. Participavam Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade, que "redescobriram o Brasil". Destas viagens saíram obras primas como o "Noturno de Belo Horizonte" de Mário de Andrade, o livro "Pau-Brasil" de Oswald de Andrade, e a série de Tarsila (também chamada de Pintura Pau-Brasil , nas quais ela utiliza as "cores caipiras" e as imagens que reencontrava depois de sua estadia em Paris.
O Brasil deve igualmente ao pau-brasil uma de suas principais manifestações artistícas. Oswald de Andrade, no que denominou Manifesto da Poesia Pau-Brasil, publicado em 18 de março de 1924 no Correio da Manhã do Rio de Janeiro

Nome científico da espécie:
Pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam.), pertence à família Caesalpiniaceae e o gênero Caesalpinia foi dado em homenagem ao botânico italiano Andrea Caesalpinio e o nome específico echinata significa acúleo no tronco e ramos.Nome científico da espécie: Pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam.), pertence à família Caesalpiniaceae e o gênero Caesalpinia foi dado em homenagem ao botânico italiano Andrea Caesalpinio e o nome específico echinata significa acúleo no tronco e ramos.

Longevidade:
Acima de 300 anos.

Qual é a região de origem do pau-brasil?
A espécies é característica da Mata Atlântica e ocorre do Rio Grande do Norte até a costa norte do estado de São Paulo. A espécie já foi erradicada em muitas das regiões de ocorrência natural. Na Região Cacaueira da Bahia, sua sobrevivência deve-se, basicamente, ao modelo de agricultura - cacau-cabruca - desenvolvido para estabelecimento da cultura.

Uso do pau-brasil:
• Suas folhas produzem um chá usado contra diabetes.
• A madeira contém brasileína, um corante vermelho cristalino (CI6HI2O5), muito usado para tingir roupas e que o seu uso foi o principal responsável pela exploração da espécies durante os primeiros 300 anos após o descobrimento do Brasil.
• O extrativo da casca combate alguns tipos de câncer, é odontálgica e tônica. O uso do seu pó atenua a cólica menstrual.
• Sua madeira é resistente e flexível, ótima para construção civil e mobiliário em geral.

Qual é o principal uso do pau-brasil atualmente?
Desde 1881, a madeira vem sendo usada na fabricação de arcos de violino, viola, violoncelo e contra-baixo, sendo que um arco de violino pode chegar ao valor de mil dólares. Motivo pelo qual várias instituições, inclusive a ABA - Associação Brasileira de Archetários estão subsidiando financeiramente o Programa Pau-Brasil no âmbito Nacional.

Como salvar a espécie de alto valor econômico?
O programa Pau-Brasil do CEPEC/CEPLAC prevê o plantio de 500 mil mudas em 5 anos e com a participação de parceiros pretende elevar para 2,2 milhões de mudas plantadas.

Referências:
BUENO, E. Brasil - uma história. 2. ed. São Paulo: Ática, 2003. 447p.
CARVALHO, P. E. R. - Espécies arbóreas brasileiras. Colombo: Embrapa, 2003. 1039p.
RYMER, R.- Saving the music tree. Smithsonian, Washington, D.C., v. 35, n. 1, p. 52-63, 2004.

- Programa Pau-Brasil
- O que é Pau-Brasil
- Associação Pau-Brasil
- Pau-Brasil



Pau-Brasil - Henry Lorenzi

Floração de pau-brasil - PNF/SBF/MMA

Sementes de pau-brasil - PNF/SBF/MMA

Cortes transversais de árvores de Pau-Brasil