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Maracujá

Nome científico : Passiflora edulis Sims

Maracujá, na língua tupi, quer dizer "alimento dentro da cuia".
Originário de regiões tropicais, o maracujá encontra no Brasil condições excelentes ao seu cultivo, com mais de 150 espécies nativas.

Trepadeira de grande porte, de crescimento rápido, vigorosa de caule frequentemente sulcado. Em algumas espécies, as folhas são arredondadas e em outras são profundamente partidas, com bordos serreados, com gavinhas (órgão de sustentação). Suas folhas e suas raízes, como a de quase todas as plantas da família, contêm uma substância semelhante à morfina, a passiflorina, empregada como calmante. Elas servem também para preparar chá de efeito diurético e para combater febres intermitentes.

Flores hermafroditas, grandes e vistosas, com cinco pétalas. As flores permanecem abertas somente por 1 dia.

Os frutos têm formato variado - globoso, ovóide oblongo, piríforme, peso 30 a 300g, 9cm de diâmetro - com casca espessa, geralmente amarelada, alaranjada, roxa. A polpa do fruto, parte comestível do maracujá, de cor amarela à laranja, translúcida, envolve sementes numerosas, ovais, pretas, em número de 200 por fruto. A polpa, ligeiramente ácida e de aroma acentuado, é consumida ao natural ou em sucos, geleia, sorvetes e doces. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo.

É uma cultura com longo período de safra – oito meses no Sudeste, dez no Nordeste e doze meses no Norte do País –, permitindo, por isso um fluxo equilibrado de renda mensal. Esse fator contribui para elevar o padrão de vida de pequenos produtores rurais com plantações conduzidas em base familiar. Vinte e seis estados do Brasil produzem maracujá e dez deles respondem por 40% do volume de produção, especialmente Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Espírito Santo.
É um fruto rico em minerais e vitaminas, principalmente A e C, além de vitaminas do complexo B. É rico em minerais como cálcio, fósforo e ferro. O maracujá é uma boa fonte de carboidratos. É muito apreciado pela qualidade de seu suco, que apresenta aroma e sabor agradáveis. Possui ainda princípios ativos nas folhas que são usados como sedativo e antiespasmódico.
O suco do maracujá pode ser consumido como refresco ou ser empregado no preparo de pudins, sorvetes, geléias, compotas, licores, e, claro, na famosa e tradicional batida de maracujá.

O Brasil é o maior produtor mundial e apresenta uma produção de 330 mil toneladas, e uma área de aproximadamente 33 mil hectares, onde se cultiva o maracujá amarelo (Passiflora edulis Sims f flavicarpa Deg.) com cerca de 95% dos plantios e o maracujá doce (Passiflora alata Dryander) apenas 05%. O Estado da Bahia é o principal produtor, em seguida, o Estado de São Paulo, Sergipe e Minas Gerais.

O maracujazeiro é uma fruteira amplamente conhecida pela sua importância alimentar. O seu principal uso está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes, licores etc. O seu suco é uma boa fonte de vitamina A (2.400 mg/100g) e C (30 mg/100g) além daquelas do complexo B, B1 (0,003 mg/100g), B2 (0,13 mg/100g) e B5 (2,42 mg/100g). É rico em minerais como cálcio (13,0 mg/100g), fósforo (1,7 mg/100g), e ferro (1,6 mg/100g). Além disso, possui várias propriedades terapêuticas, com valor medicinal nas folhas e na polpa que contem a passiflorina, um sedativo natural, além da calmofilase e maracugina. O seu uso como medicamento é um hábito utilizado pela humanidade há muito tempo. Alguns dos seus efeitos terapêuticos estão comprovados como o registro da espécie Passiflora alata Curtis (maracuá-doce) na farmacopéia brasileira e da Passiflora incarnata L. nas farmacopéias dos Estados Unidos e da França.
O suco do maracujá é refrescante, calmante, diurético, depurativo do sangue e estimulante do estômago. Tem ação especial nos casos de diabete, obesidade, gota e pressão alta, úlceras, nevralgias, tétano, crises nervosas e neurastênicas, insônias, tosses de origem nervosa. Na medicina caseira, tem muitas aplicações. Em infusão, as folhas do maracujá são recomendadas para combater alcoolismo crônico, asma, bronquite, coqueluche, diarréia, convulsão infantil, dor de cabeça de origem nervosa e infecção das vias urinárias. Dessa forma, tem também ação diurética. As folhas são usadas, ainda, como diurético, calmante, anticonceptivo e antifebril. As sementes, cruas e secas, têm ação anti-helmíntica. Entretanto, as folhas na forma de chá devem ser usadas moderadamente, sem doses exageradas devido estar relatado na literatura a existência na sua composição química de substâncias cianogênicas que ocorrem também nos frutos. O uso do maracujá é contra-indicado para pessoas que apresentam hipotensão ou seja pressão sangüínea baixa.
Existe uma grande procura de espécies de maracujazeiro para fins medicinais pelos laboratórios que elaboram produtos a partir de seus princípios ativos. Assim, é um grande incentivo para o cultivo dessa fruteira a produção de matéria prima de qualidade farmacêutica.
O Brasil é o principal produtor mundial de maracujá.

Fonte: TodaFruta, 25/10/05



A primeira referência ao maracujá, no Brasil, foi em 1587 no Tratado Descritivo do Brasil como "erva que dá fruto".
Porém, foi Nic. Monardis quem, em 1569, descreveu a primeira espécie do gênero Passiflora, a saber P. incarnata L., mas sob o nome de Granadilla. Essa planta, considerada extraordinária pela conformação de suas rubras flores, foi mandada de presente ao Papa Paulo V (1605-1621), que mandou cultivá-la com grande carinho em Roma e divulgar que ela representava uma revelação divina. Devido à beleza e à característica física de suas flores, a planta foi relacionada com a "Paixão de Cristo". Desse detalhe surgiu o nome do seu gênero botânico, sendo "passio" o equivalente a paixão e "flos oris" o equivalente a flor.
O maracujá é originário da América Tropical, com mais de 150 espécies nativas do Brasil. Devido as suas propriedades terapêuticas, tem valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Possui valor ornamental, devido as suas belas flores. Seu uso principal, no entanto, está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e licores. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo.
Na década de 70, a comercialização do produto baseava-se apenas no mercado "in natura". Nos anos 80, as indústrias extratoras de suco estimularam a expansão da cultura e o mercado do produto industrializado. Na década de 90, a cultura apresenta sua maior expansão em terras paulistas, já que tem sido a alternativa agrícola mais atraente para a pequena propriedade cafeeira. Representa uma boa opção pois o retorno do capital investido é rápido e permite ao produtor, dispor de um capital de giro durante quase o ano todo, variando esse período de acordo com o local de produção, podendo ser de doze meses no Estado do Pará, dez meses na Bahia, sete a nove meses em São Paulo e assim por diante.


© Hervé Thery


Por que razão a flor do maracujá é relacionada à história da "Paixão de Cristo"? Qual o significado de cada parte da flor?

Os maracujás ou flores-da-paixão - seus frutos e suas flores - já eram muito conhecidos e utilizados na América antes da chegada dos primeiros europeus que, desde cedo, encantaram-se com a sua exuberância. Em seu afã religioso da conquista, os missionários estrangeiros viram nessas flores e frutos muito mais do que beleza e perfume. Os religiosos viram naquela formação complexa e admirável, um verdadeiro presente de Deus para iluminar seu trabalho de catequese, encontrando em suas formas e cores exóticas, a metáfora perfeita para explicar aos infiéis indígenas a "truculenta história da Paixão de Cristo". Assim, em primeiro lugar, associaram-se às cores com que a natureza premiou as belas flores do maracujá, aos vermelhos e aos roxos utilizados nos rituais cristãos da Semana Santa. Além das cores, a coroa floral completamente filigrada, transformou-se na própria imagem da coroa de espinhos com que Cristo foi crucificado; os três estigmas da flor passaram a ser os três cravos que o prenderam na cruz; suas cinco anteras estariam representando as cinco chagas de Cristo; as gavinhas eram vistas como os açoites que o martirizaram; e o fruto redondo era a representação do mundo que o Cristo veio redimir. Desde então, as flores dos maracujazeiros começaram a ser chamadas de "as flores-da-paixão", da Paixão de Cristo. - Extraído de Maracujá, a fruta da paixão


- A Cultura do maracujazeiro
- Um site sobre o maracujá


Mousse de Fruit de la Passion

- 1 boîte de lait concentré sucré (400gr)
- 50 cl de crème fraîche
- 20 cl de coulis de fruit de la passion
- 6 gr de gélifiant végétal (Agar-Agar)
- 2 fruits de la passion
- 2 cuillères à soupe de confiture de fruit de la passion

Dans un mixeur ajoutez le lait concentré, la crème fraîche, la gélatine et 3/4 du coulis. Mélangez bien pour obtenir une mousse homogène. Placez dans un plat profond au réfrigérateur.
Une heure avant de servir, mélangez dans un petit bol le reste du coulis avec la confiture. Ouvrez les deux fruits de la passion et ajoutez au mélange, la pulpe avec les graines... Après avoir bien mélangé l'ensemble, déposez sur la mousse en fine couche.
Bon appétit!


Passion Seabreeze

              Pour 2 personnes :

- 12 cl de jus d'oranges
- 12 cl de jus de fruits de la passion (jus de maracujá)
- 8 cl de jus de pamplemousses
- 4 cl de jus de citrons
- 1 cl de sirop de grenadine
- 1 cl de limonade (ou sprite)

Dans un shaker, mélangez le jus d'orange, de pamplemousse, de citron et de fruits de la passion avec 4 ou 5 glaçons puis filtrez. Ajoutez un trait de grenadine, puis versez doucement pour obtenir un dégradé. Ajoutez un trait de limonade pour alléger. Rincez deux rondelles de citron et saupoudrez-les de sucre semoule. Placez au congélateur.

Ce cocktail est à servir dans un verre de type "tumbler" et à décorer de la rondelle de citron givrée.


Maracujá
do livro "Kupahúba" de Márcia Theóphilo

                               Ao chegar a noite, embalando-se
                               entre suas folhas longo-ovais
                               apaixonei-me quando a vi florescer
                               flores, estrelas vagantes, vistosas
                               hermafroditas, maracujá-cobra
                               maracujá amarelo, maracujá-açú
                               separou-se de seu caule, cilíndrico delicado
                               perde para sempre sua flor, as suas suplicas
                               não foram atendidas, coberta de folhas
                               verde som suave desaparece,
                               iluminando seus ramos, a flor
                               nos primeiros ritmos da manhã
                               entre tambores e canto de pássaros,
                               grilos. Morreu fazendo nascer o fruto
                               a floresta, abriu seu solo
                               e a recebeu em sua enorme boca
                               no Kuluené, Grande Xingu
                               entre as ondas, as suas pétalas.

                                                                                             Márcia Theóphilo, 2000