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XIII Congresso Brasileiro de Mandioca - 14, 15 e 16 de julho de 2009 - Campus do Lageado - Botucatu - São Paulo - O tema central do Congresso este ano é Mandioca: inovações e desafios. - Mais informações |
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Arumã Da família das marantáceas (Ischnosiphon polyphyllus) - Uma espécie de cana de colmo liso e reto, oferece superfícies planas, flexíveis, que suportam o corte de talas milimétricas; o colmo da planta é descascado/raspado/ariado, pode ser tingido ou mantido na cor natural; também usado com casca, que lhe confere maior resistência e uma cor pardo clara laqueada. O arumã (ou guarimã) é utilizado pelos povos indígenas amazônicos, a partir do Maranhão, onde a planta cresce em regiões semi-alagadas.O colmo do arumã oferece superfície plana, flexível, que suporta o corte de talas milimétricas. As talas para trançar (líipee) podem ser tiradas diretamente, "com casca", o que resultará em cestas "verdes", mais resistentes. Mas o artesão pode decidir raspar (para remover a líia) e arear os colmos num igarapé. Com isso obterá talas de cor clara laqueada, as quais, com o tempo, assumirão uma cor caramelizada, brilhante. Caso o artesão queira imprimir grafismos coloridos nas peças, terá que tingir os colmos antes de iniciar a retirada das talas. |
![]() Jorge Oliveira Destaque Amazônia, 1/2010 |
Goma
É o amido fino e branco, resultado da decantação do tucupi, após a mandioca ralada e exprimida. Com a goma são produzidos a tapioquinha, iguaria feita em pequena frigideira aquecida que se transforma em um tipo de panqueca em cuja superfície se passa manteiga ou é recheada com côco, queijo e doces diversos, como feito na culinária urbana da atualidade. Outras iguarias são o tacacá (mistura de tucupi, jambú e camarões secos) e a farinha de tapioca, constituída por grãos brancos, crocantes que se prestam à preparação de bolos, pudins, doces e salgados os mais diversos, bem como pode ser consumida como um cereal no café e no leite. |
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Peneira
Cesto platiforme (raso), circular, com talas afastadas, para cernir a farinha;para transportar o beiju do forno até o jirau; suspenso por um tirante de cordas, serve para guardar beiju seco |
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Ralo Utilitário para ralar as raízes da mandioca, cubiu, sementes de umari; feito a partir de tábua de madeira da família do molongó (adarukónale ou adapéna), talhada com enxó, com diferentes tipos de grafismo riscados (kowhíapu = saúva caminho; arháipa = pé de um tipo de cabeçudo; tsinotaráale = céu da boca de cachorro; díakhe = tipo de constelação; konolíke = galho de um tipo de árvore) que servem de guia para incrustar pedrinhas de quartzo (brancas, ádai) que só existem na serra de Tunuí ou de sílex (pretas epíttii), ou ainda de pedacinhos de metal. Encontrável nos armazéns do comércio em S. Gabriel, onde é vendido como utilitário. |
![]() Jorge Oliveira Destaque Amazônia, 1/2010 |
Tarisca ou Catitu Uma peça em madeira de forma cilíndrica ornada com serrilhas de aço no sentido longitudinal, utilizado para ralar (cevar) a mandioca |
![]() Jorge Oliveira Destaque Amazônia, 1/2010 |
Tucupi
Sumo extraído da mandioca, de coloração amarelo intenso, é obtido da massa da mandioca que foi descascada,ralada e espremida (tradicionalmente usando-se um tipiti – confira verbete). Depois de extraído, o sumo "descansa" para que a goma (amido) se separe do líquido (tucupi), processo esse conhecido como decantação. Inicialmente venenoso devido à presença do ácido cianídrico, o líquido é fervido para garantir que à alta temperatura o veneno seja eliminado. Só então é usado nas famosas iguarias paraenses como o tacacá, o pato no tucupi e o molho de pimenta. |
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Urutu Os Baniwa fazem esse tipo de cesta em formatos grandes, sem desenhos marchetados, para reservar massa de mandioca (antes e depois de espremer no tipiti) e também para guardar farinha, beiju e roupa.Para comercializar, os Baniwa produzem urutus de vários tamanhos - tanto de diâmetro quanto de altura - geralmente com grafismos coloridos marchetados. Estes cestos paneiriformes têm grande aceitação nos mercados urbanos, onde são utilizados como cachepôs para vasos de plantas e flores ou para colocar lápis, revistas, brinquedos e lixo seco. Consta que esse tipo de cesta é de origem baniwa, pelo menos na região do Rio Negro. |