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Buriti ou Miriti

Nome científico : Mauritia flexuosa

Nomes Populares: buriti, carandá-guaçu, carandaí-guaçu, miriti, muriti, palmeira-buriti, palmeira-dos-brejos

O buriti é uma palmeira com 25 a 50 metros de altura e 50 cm de diâmentro, porte elegante, estipe reto e simples.
Possui folhas grandes, dispostas em leque, em formato de estrela.
Além de ser a mais alta das palmeiras brasileiras, é também uma das mais elegantes, vegetando isolada ou socialmente, em pequenos grupos, de preferência nos terrenos pantasonos. A sua presença no alto das serras indica também a existência aí de fontes de água.
As flores reunidas em inflorescência do tipo cacho, de até 3 metros de comprimento, possuem coloração amarelada, surgindo de dezembro a abril.

Frutos tipo drupa, globoloso e alongado, com a superfície revestida por escamas castanho-avermelhadas e brilhantes. Polpa alaranjada, envolvendo uma semente globosa e dura, oval e a amêndoa é comestível. A polpa é muito utilizada para a produção de sorvetes, cremes, geléias, suco ou vinho de buriti, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentração de vitamina C. As folhas geram fibras usadas no artesanato, tais como bolsas, tapetes, toalhas de mesa, brinquedos e bijuterias, e o tronco serve para a produção de canoas. Os talos das folhas servem para a fabricação de móveis. Além de serem leves, as mobílias feitas com o buriti são resistentes e muito bonitas.

Fructificação primavera a outono, dependendo da região.

Os cachos carregados de frutos e as folhas de que necessita, são apanhados lá no alto, cortados no talo com facão bem afiado para não machucar a palmeira. Depois disso, o experiente sertanejo pula, usando as largas folhas do buriti como se fossem pára-quedas, pousando suavemente na água.

Recentemente, pesquisadores da Universidade Federal do Pará descobriram que o óleo de buriti ao natural pode ser usado como protetor solar, porque absorve completamente as radiações eletromagnéticas, as mais prejudiciais à pele humana.

A Universidade Estadual de Campinas, concentrou seus estudos sobre o buriti e descobriu que, entre todos os vegetais brasileiros, ele é o grande campeão em carotenóides, substâncias responsáveis por dar origem à vitamina A no nosso corpo. Esses compostos ajudam a proteger a pele, os pulmões e o coração e estão associados à redução do risco de câncer e outros males degenerativos

Os buritis foram imortalizados na obra litérária de Guimarães Rosa.