La Langue Portugaise, le Brésil, la Lusophonie, La Mondialisation Linguistique:                
Un Nouveau Regard                

Les Langues sont des Fleurs...

A l’occasion de l’inauguration, au Sénat, le 16 novembre 2005, du Colloque sur « La langue portugaise, le Brésil, la Lusophonie, la Mondialisation Linguistique: un nouveau regard », organisé par La Mairie de Montreuil et l’Association Arara, nous avons souhaité, avant les travaux historiques, linguistiques, culturels, économiques et politiques – rendre un hommage aux écrivains des langues latines invitées. En effet ils sont la mémoire et les gardiens des langues et les peintres de leur éclat. Nous souhaitions aussi exprimer ainsi notre gratitude au Sénateur José Sarney, ancien Président de la République brésilienne et Président d’honneur du Colloque, écrivain et académicien.

Nous avons donc réuni autour de la langue portugaise, l’invitée d’honneur de ce colloque, les langues européennes, qui comme elle, mais avec des fortunes et des modalités différentes, ont connu, à partir des quinzième et seizième siècles, une diffusion mondiale (espagnol, français et italien) devenant des langues multicontinentales et parfois multinationales (espagnol, français et portugais).

Ces langues, toutes nées du latin, ont évolué et se sont diversifiées, au contact de peuples très différents et dans des cadres historiques et politiques variés, mais, malgré des personnalités, linguistiques, et culturelles affirmées, elles continuent, à garder des points communs, permettant, entre elles, une certaine intercompréhension qui sera évoquée dans le colloque. Ces langues latines, dont le nombre des locuteurs est presque aussi élevé que celui des anglophones, peuvent, au niveau international, dans le respect de personnalités marquées et des collaborations naissantes, jouer un rôle d’équilibre dans le cadre de la mondialisation linguistique qui tend vers un monolinguisme commode.

Nous avons souhaité inviter, pour chaque langue, des écrivains d’Europe et des écrivains d’autres continents, parlant la même langue ; nous leur avons demandé de mener une réflexion sur le thème : « L’autre qui parle aussi ma langue ». Ces textes ne seront pas présentés par langue, mais en fonction des idées que chacun d’eux développe, car les langues ne sont que des instruments pour exprimer des comportements humains et une pensée universelle. N’ayant pu inviter un écrivain pour chacun des huit pays constituant la Lusophonie, pour faire mieux connaître cet espace linguistique représenté par la CPLP (Communauté des Pays de Langue Portugaise, créée en 1996), nous avons dû accepter le principe d’un déséquilibre en faveur du portugais, la langue latine à l’honneur et la moins connue des quatre. Nous avons donc invité deux écrivains pour le français (Jean Soublin et Denis Tillinac), deux pour l’espagnol (José Maria Ridao et Luis Carlos Mondragon), un pour l’italien (Diego Marani), et quatre pour le portugais (un par continent où le portugais est parlé), outre le texte du Sénateur José Sarney, Président d’honneur du Colloque (Afrique : Lilia Monplé - Mozambique ; Amérique du Sud: Luis Fernando Verissimo - Brésil; Europe: Francisco José Vieigas - Portugal ; Océanie, Luis Cardoso- Timor).

Manuel Gargaleiro, célèbre peintre portugais, nous a offert une illustration, consacrée à la lusophonie, la francophonie et les espaces latins. Nous lui exprimons toute notre reconnaissance. Il a tenu à utiliser le langage des fleurs. Il est vrai que les fleurs sont comme les langues : elles naissent, elle se développent, elles se diversifient par pollinisations successives, naturelles ou artificielles ou par boutures, elles s’enrichissent par mutations de couleurs ou de formes, mais elles gardent toujours des traits fondamentaux communs qui les relient, plus ou moins étroitement, à une même famille de souche.

Nous remercions enfin le professeur Lucia Lepecki, brésilienne, qui enseigne la littérature portugaise, à l’Université de Lisbonne. Elle a su chaleureusement mettre en valeur chacune de ces fleurs et ce magnifique bouquet d’écrivains, sans pour autant, très habilement, passer sous silence les inévitables susceptibilités identitaires qui se cachent parfois dans une même langue multinationale.

Solange Parvaux


As línguas são flores...

Por ocasião da abertura, no Senado, a 16 de Novembro de 2005, do Colóquio sobre “ A língua portuguesa, o Brasil, a mundialização linguística : uma nova perspectiva, organizado pela Câmara Municipal de Montreuil e a associação Arara, foi nossa intenção - antes de abordar os trabalhos históricos, linguísticos, culturais, económicos e políticos - prestar homenagem aos escritores das línguas latinas convidadas. Na verdade, eles são a memória, os depositários e os difusores das línguas e os testemunhos do seu vigor. Desejamos também exprimir a nossa profunda gratidão ao Senador José Sarney, antigo Presidente da República Brasileira, convidado de honra do Colóquio, escritor e académico. Reunimos, assim, à volta da língua portuguesa, o Convidado de honra, as línguas europeias, que tal como o Português, mas com sucessos e modalidades diferentes, conheceram, a partir dos séculos XV e XVI, uma difusão mundial (Espanhol, Francês e Italiano) e tornaram-se línguas multinacionais (Espanhol, Francês e Português) e multicontinentais.

Estas línguas, todas oriundas do latim, evoluíram e diversificaram-se ao contacto de povos muito diferentes e em contextos históricos e políticos variados. Mas apesar das personalidades, linguísticas e culturais afirmadas, elas conservam pontos comuns que permitem a possibilidade de “intercompreensão” e que serão evocados no Colóquio. Estas línguas latinas, cujo numero de falantes é quase tão elevado quanto o dos anglófonos, podem, a nível internacional, no respeito de personalidades distintas e no âmbito de colaborações vindouras, ser um factor de equilíbrio numa mundialização que tende para um unilinguismo cómodo.

Desejámos ainda convidar, para cada uma das línguas, escritores da Europa e de outros continenttes, falando a mesma língua, mas nem sempre foi possível, nomeadamente para o Francês, representado por dois escritores franceses, já que o escritor francófono convidado não pôde participar. Pedimos-lhes que reflectissem sobre o tema : O outro que fala também a minha língua. Estes textos não serão apresentados por línguas, mas em função das ideias que cada um deles desenvolver, porque as línguas são apenas instrumentos que servem para exprimir comportamentos humanos e as facetas dum pensamento universal.

Sendo breve o tempo atribuído para este debate e o financiamento bastante limitado, tivemos de reduzir o número de escritores e aceitar o princípio de um desequilíbrio a favor do Português - a língua latina convidada de honra e a menos conhecida das quatro. Assim, convidamos dois escritores para o Francês (Jean Soublin e Denis Tiilinac), dois para o Espanhol (José Maria Ridao - Espanha e Luis Carlos Mondragon - Uruguai ) e quatro para o Português - um por continente onde o Português é falado : África: Lilia Monplé - Moçambique; América do Sul: Luís Fernando Veríssimo - Brasil ; Europa : Francisco José Viegas – Portugal; Oceania: Luís Cardoso - Timor; aos quais se acrescenta o texto do Senador José Sarney, presidente do colóquio e convidado de honra.

Manuel Cargaleiro ,conhecido pintor português, ofereceu-nos uma ilustração consagrada à lusofonia, francofonia e espaços latinos: Exprimimos-lhe aqui a nossa profunda gratidão. O Artista optou pela linguagem das flores. È verdade que as flores são como as línguas: nascem, desenvolvem-se, diversificam-se por polinizações sucessivas, naturais ou artificiais, ou por enxertos, enriquecem-se por mutações de cores e de formas, mas guardam sempre traços fundamentais que as ligam mais ou menos estreitamente a um mesmo ascendente, a uma mesma família.

Agradecemos por fim à professora Maria Lúcia Lepeck, brasileira, que ensina literatura portuguesa na Universidade Clássica de Lisboa. Ela soube, com entusiasmo, pôr em destaque cada uma destas flores e estes magníficos escritores, sem deixar, muito habilmente, de chamar a atenção para as inevitáveis susceptibilidades identitárias que se escondem por vezes numa mesma língua multinacional.

Solange Parvaux
Traduit par Jorge Dias da Silva


Las lenguas son flores...

Con motivo de la inauguración en el Senado el 16 de noviembre de 2005 del coloquio « La lengua portuguesa, Brasil, la lusofonía, la mundialización lingüistica : una nueva mirada», organizado por el Ayuntamiento de Montreuil y la Asociación Arara, hemos deseado, antes de empezar los trabajos históricos, lingüisticos y políticos – rendir un homenaje a los escritores de las lenguas latinas invitadas ya que son ellos los conservadores de las lenguas, representan su memoria y son los pintores de su resplandor. También, hemos deseado expresar así nuestra gratitud al Senador José Sarney, ex Presidente de la República brasileña y Presidente de honor del coloquio, escritor y académico.

Es así como hemos reunido alrededor de la lengua portuguesa, invitada de honor en este coloquio, las lenguas europeas, las cuales conocieron como ella, pero con fortunas y modalidades diferentes, a partir de los siglos quince y dieciséis, una difusión mundial (español, francés e italiano) convirtiéndose en lenguas multicontinentales y a veces multinacionales (español, francés y portugués).

Esas lenguas, todas nacidas del latín, evolucionaron y se diversificaron al contacto de pueblos muy diferentes y en contextos históricos y políticos variados pero, a pesar de personalidades lingüisticas y culturales afirmadas, siguen conservando puntos comunes, lo que les permite cierta intercomprensión, la cual se evocará durante el coloquio. Esas lenguas latinas cuyo número de hablantes es casi tan elevado como el de los anglófonos, pueden, a nivel internacional, respetando personalidades afirmadas y colaboraciones nacientes, desempeñar un papel de equilibrio en el marco de la mundialización lingüistica que se orienta hacia un monolingüismo fácil.

Hemos deseado invitar, para representar cada lengua, escritores de Europa y escritores de otros continentes que hablan la misma lengua. Les hemos solicitado que reflexionen sobre el tema « El otro que también habla mi lengua ». Estos textos no se presentarán en función de la lengua sino de las ideas que cada uno desarrolla, porque las lenguas no son más que instrumentos para expresar comportamientos humanos y un pensamiento universal.

Debido a la brevedad del tiempo concedido para esta sesión y a su limitado financiamiento, hemos tenido que reducir el número de escritores invitados y aceptar el principio de un desequilibrio a favor del portugués, la lengua latina honrada y entre las cuatro, la menos conocida.. Así pues hemos invitado a dos escritores para representar el francés (Jean Soublin y Denis Tillinac), dos para el español (José Maria Ridao y Luis Carlos Mondragón,), uno para el italiano (Diego Marani), y cuatro para el portugués (uno por cada continente donde se habla el portugués), además del texto del Senador José Sarney, Presidente de honor del coloquio (Africa : Lilia Monplé - Mozambique ; América del Sur: Luis Fernando Verissimo - Brasil; Europa: Francisco José Vieigas - Portugal ; Oceania, Luis Cardoso- Timor).

Asimismo queremos expresar nuestro gran agradecimiento a Manuel Gargaleiro, famoso pintor portugués, quien amablemente nos regaló una ilustración dedicado a la lusofonía, la francofonía y los espacios latinos y en el cual quiso utilizar el lenguaje de las flores. Y es verdad que las flores son como las lenguas : nacen, se desarrollan, se diversifican gracias a polinizaciones sucesivas, naturales o artificiales o por esquejes, se enriquecen por mutaciones de colores o de formas pero siempre conservan los rasgos comunes fundamentales que las vinculan, de manera más o menos estrecha, a un tronco común de origen.

Para terminar agradecemos a la profesora Lucia Lepecki, brasileña, quien da clases de literatura portuguesa en la Universidad de Lisboa y quien supo calurosamente destacar cada una de estas flores y ese magnífico ramillete de escritores, sin por eso, de manera sútil, callar las inevitables susceptibilidades identitarias que se esconden a veces debajo de una misma lengua multinacional.

Solange Parvaux
Traduit par Odile Montaufray






Solange Parvaux


Commissaire scientifique du Colloque organisé par la Mairie de Montreuil et l'Association Arara, les 16, 17 et 18 novembre 2005 (La LANGUE PORTUGAISE, LE BRESIL, LA LUSOPHONIE, LA MONDIALISATION LINGUISQTIQUE : UN NOUVEAU REGARD), Inspectrice Générale honoraire, Solange Parvaux, a été maître de conférence de portugais à l'Université d'Alger (1965-1971) et à l’Université de Paris III (1971-1981).

Dès 1973, elle s’est vu confier, par le Ministre de l’Éducation, la mission de développer l’enseignement du portugais dans le second degré, d'abord comme Chargée de Mission 1973 - 1981, puis comme Inspectrice Générale 1981 - 1997. Parallèlement elle a œuvré, pour la diffusion de la langue portugaise et des cultures des pays qui la parlent, dans le cadre associatif et en participant à de nombreux colloques nationaux et internationaux

- Décembre 1986, au Sénat: Les Images Réciproques France-Brésil, en collaboration avec l'Univesrité de Paris III, lors du premier France-Brésil (1986)
- Mai 1992, à l'Assemblée Nationale: Les Images réciproques France-Portugal, avec l'ADEPBA qu’elle a aidé à créer en 1973, comme première secrétaire générale, avec le Professeur Cantel de Paris III, premier Président, et plusieurs autres universitaires, parisiens (Messieurs et Mesdames les Professeurs Paul Teyssier, José Terra da Silva, Anne Marie Quint, Jacqueline Penjon) et provinciaux (Messieurs et Mesdames les Professeurs Jean Michel Massa, Françoise Massa et Jean Yves Mérian, de Rennes, Georges Boisvert, alors à Poitiers et Jacques Emorine, de Toulouse, etc…)

Quelques publications : "La céramique populaire dans le Haut Alentejo" avec l'aide de la Fondation Gulbenkian - Presses Universitaires, 1962
Pour le grand public : Solange Parvaux et Jorge Dias da Silva :
Pour Parler le Portugais en 40 leçons (niveau 1) - Univers Poche
Les Langues pour tous - Paris
Pratiquer le Portugais-Portugal, Brésil, Afrique (niveau 2) - Univers Poche
Le Portugais tout de suite. (pour être opérationnel en deux à trois semaines) - Univers Poche
Solange Parvaux, Jorge Dias da Silva et Jacqueline Penjon - Univers Poche - Contes et chroniques d'expression portugaise.- Portugal-Brésil-Afrique (bilingue)
Pour les scolaires, direction d'une équipe : Olga Ballesta, Agnés Lévécot, Françoise Beaucamp avec la collaboration de Annie Marques dos Santos, Aida Soares Louro et Maria Helena Angelo Verissimo : Espaços - livre de l'élève, livre du maître, CD, édité par le CRDP de Bordeaux
Oeuvres Collectives : 1987. Les Actes du Colloque : Les images réciproques France-Portugal, ed.IHEAL-Paris 3 (bilingue)
1994: Les Actes du Colloque: Les images réciproques France-Portugal.